Brasil tenta consertar daqui, China dali. Resultado?

É tudo na pior hora. A presidente tenta consertar as contas da União, que já não vinham bem, e foram depredadas no ano passado, de eleição. E manda pela primeira vez ao Congresso um discutível orçamento para 2016 que não fica em pé. Discutível e inédito. Em seguida, para tentar tapar o rombo (déficit), começam a pipocar aumentos de impostos. Eletrônicos (computadores, celulares, roteadores), bebidas e sabe-se lá o que mais vão inventar.
Tudo num momento em que a China causa um vendaval mundo afora, adotando a maior desvalorização da moeda em mais de 20 anos (foi na primeira quinzena de agosto), e lançando mão de vários recursos para reverter o estouro da bolha nas bolsas locais. A mesma China que registrou a maior desaceleração no consumo interno e na demanda por exportações em 3 anos. Espalhou-se o pânico nos mercados internacionais. A bolsas americanas viveram o pior agosto em 7 anos e o Canadá anunciou oficialmente hoje que entrou em recessão pela primeira vez também em 7 anos. Não há solução à vista para outro tanto de trapalhadas do governo chinês, que prendeu jornalista especializado e “deteve”, até o pouco que sabemos no Ocidente, vários chefões do mercado financeiro por lá.
Melhor parar por aqui.
Mas poderia a presidente ter escolhido pior hora para depredar as contas públicas, que depois teriam que ser remendadas a duras penas, com medidas ainda mais recessivas? Francamente, não dá pra entender a estratégia. Ou melhor, dá: vale tudo no seu, no meu, no nosso dinheirinho pra se eleger e ficar no poder outros quatro anos. Lamentável. Mais que lamentável.