Não quer calar: e a peneira das fraudes?

Empenhado em fazer um alegado ajuste fiscal, governo martela na tecla do “imprescindível” aumento de receita, através de maiores ou novos impostos. Num país assolado por denúncias de corrupção que, de longe, superam o déficit, a pergunta que não quer calar é: o que o Poder Executivo tem feito, objetivamente, para estancar a hemorragia de dinheiro público? É sabido que parte importante da arrecadação escorre pelo ralo, seja nos pequenos municípios, seja em Brasília. Antes q as investigações em curso acabem, ou q os ladrões sejam julgados e presos, foi tomada alguma providência ? Fechou-se alguma torneira?
Exemplo: é de conhecimento público que crescem as fraudes no seguro que o governo paga aos q se registram como ‘pescadores artesanais’. Se houve alguma providência, nada ainda surtiu efeito. Porque, como disse anteontem ao jornal Valor o procurador da República no Pará, Luiz Eduardo Smaniotto, o trabalho dele é paliativo, feito “a conta-gotas”. (Fechado para assinantes.)
Diga, ministro Joaquim Levy, o sr. dorme à noite, sabendo que a receita de que o sr. precisa para fechar as contas públicas vaza por uma verdadeira peneira de roubos?