“Um tapa na cara do ministro Levy”

“Brazil junked. Incontinência fiscal. O mistério é por que não aconteceu antes. Ataque das agências de risco.”
São alguns dos destaques do artigo online da revista semanal The Economist, q já estava impressa qdo a Standard & Poor’s anunciou sua decisão ontem, quarta, à noite.
Lembrando que nossa chance de novo rebaixamento é de 33%, a revista faz interessantes observações sobre a imagem do Brasil no mercado internacional.
Há meses os títulos brasileiros já pagavam juros mais altos (obviamente por serem considerados de maior risco) do que os da Turquia, por exemplo, que não conquistou o grau de investimento. Grau de investimento é a “nota” mais nobre da classificação d risco, e é atribuída a nações com política econômica suficientemente confiável. Por definição, esse grau abre portas aos títulos emitidos por governos e empresas. Mais disputados pelo investidor, pagam automaticamente juros mais baixos.
Outra observação do mesmo artigo: os mercados agora devem se antecipar ao rebaixamento das duas outras grandes agências, a Moody’s e a Fitch.
“É certamente um tapa na cara do ministro Joaquim Levy, que foi para o governo principalmente para prevenir o rebaixamento.”
O texto é forte. Ou melhor, forte é a bomba do rebaixamento para uma presidente q, lembra ainda The Economist, está com a popularidade baixa e sem controle sobre o Congresso. A coalizão que deveria apoiá-la, cada vez mais incomodada pelas investigações de um enorme escândalo de corrupção, vai se diluindo dia a dia.
Vc sabe a que escândalo os ingleses se referem.