Brasil ganha oxigênio enquanto EUA seguram os juros

Um dos fatos mais importantes esta quinta foi a decisão do Banco Central americano de não aumentar os juros negativos, o que se espera seja feito a qualquer momento, é que não acontece há quase 10 anos. Por ora, continuam entre 0 (sim, zero) e 0,25% ao ano.
É muito raro o Banco Central dos EUA fazer referência, como fez hoje, ao rumo da economia global, ao justificar a decisão. Sinal de que reconheceram a importância da turbulência que já vinha se insinuando, mas que se agravou em agosto com origem na China, onde as bolsas despencaram, levando o governo a desvalorizar a moeda como não se via há vinte anos.
Desnecessário lembrar as reverberações principalmente entre nós, os emergentes. Da própria Ásia à América do Sul, passando principalmente pela África. É um dos muitos assuntos que devem assombrar a presidente Dilma, pois o efeito por aqui foi importante.
O fato de o aumento dos juros americanos não ter acontecido ainda não deixa de manter, por mais algumas semanas, o oxigênio do Brasil. Alta de juros lá, por definição, quer dizer aumento do interesse pelo dólar (títulos em dólar passam a pagar juros um pouquinho melhores). E, portanto, menos interesse pelo real, já uma das moedas mais prejudicadas pelos sustos causados pela China no começo do segundo semestre.