Um governo cada vez mais confuso e indeciso

Ai que preguiça. E que semana.
Logo na segunda, tivemos o confuso anúncio daquilo que, passados cinco dias, eu já chamo, sem medo de errar, de desajuste fiscal.
O adiamento do reajuste dos servidores públicos por mais de meio ano num momento em que a inflação anual beira os 2 dígitos me parece emblemática.
Quer dizer, então, que a organização criminosa que rouba R$200 bilhões por ano dos cofres governamentais continua livre para roubar. (A exceção é a ponta do iceberg presa pela Lava Jato.)
Enquanto isso, em nome do sacrifício para cobrir o déficit, o servidor público honesto e que depende “só” do próprio salário para sobreviver, é penalizado.
São tantas as incoerências das medidas, que o próprio PT chegou a dizer que era contra o pacote. O ex-presidente Lula parece que foi e parece que depois voltou.
Se a presidente está fraca, e já vê a base aliada se derretendo, imagina sem os votos do próprio partido no Congresso.
Não foi à toa que a semana terminou mal.
Arrecadação afundando, e mercados mostrando que o termômetro do medo da sociedade é o pior em 13 anos.
A moeda, o real, não estava tão desacreditada desde outubro de 2012 (desvalorizou-se mais frente ao dólar, num dia em que outras moedas seguiram caminho contrário).
A bolsa, que mede o desânimo da atividade produtiva, voltou a despencar.
Na seara política, nada ajudou.
O governo Dilma Rousseff, já batendo recordes de reprovação, parece a cada dia mais confuso e mais indeciso.
Lamento de verdade terminar a semana com essa análise.
Mesmo assim, não se esqueçam de procurar relaxar no sábado e no domingo.
Abaixo o cortisol.
De tensos, por ora, bastamos nós, jornalistas.