Ações da Petrobras desabam e da Volks melhoram

Olhaí outro fato interessante. As ações da Volkswagen, que desde segunda já tinham perdido um terço do valor, recuperaram parte do prejuízo depois do anúncio da saída de seu presidente mundial. Como sabemos, ele foi demitido depois da revelação de que a empresa frauda, há anos, os testes que medem a poluição em carros a diesel. 11 milhões de carros circulam assim em todo o mundo, até onde se sabe neste momento.
As ações fecharam em alta de 5,19%, valendo 111,5 euros (R$ 516, veja só! ). Não posso deixar de fazer a comparação. A gente não viu isso aqui com a Petrobras, não, viu? Nem na velocidade com que diretores e presidentes, suspeitos ou não, mas que mandaram na empresa durante anos a fio de roubalheira inominável, nem depois que um, dois ou cinco perderam o emprego.
As ações da Petrobras valem agora na Bolsa R$ 6,84, em queda de 2% em relação a ontem. E de 14% nos últimos 27 dias (só desde 26 de agosto).
Quando Dilma assumiu, custavam R$ 27,29. Se tivessem apenas acompanhado a inflação do período, valeriam R$ 37,11.
A política energética, o balão de ar que vem se revelando o pré-sal, e, óbvio, a Lava Jato, derrubaram as ações da Petrobras, desde janeiro de 2011, em mais 80%, em termos reais, isto é, já descontado o IPCA. Ou 75% em valores nominais. Dólar? Bem, já mostra alta superior a 50% só em 2015.