Dilma: estamos mais fortes. PIB responde: sou o pior em 25 anos

Como pode?
A presidente Dilma abriu a assembleia geral da ONU, em Nova York, garantindo que a economia brasileira está “mais forte, sólida e resiliente do que há alguns anos”.
Faltou combinar com os brasileiros, que passam pela pior recessão em 25 anos, com inflação beirando os dois dígitos e desemprego aumentando.
Pior: também hoje saiu o boletim semanal Focus, do Banco Central, que a mesma presidente chefia. A publicação mostra o cenário com que trabalham as maiores instituições financeiras do País, medido através de pesquisa feita pelo próprio Banco Central.
O PIB, diz o boletim, deve encolher 2,8% este ano (a previsão era de redução de 2,7% até a semana passada) e mais 1% no ano que vem (era 0,8%).
Nada indica que a presidente escapará da pecha de responsável pela primeira recessão da nossa história a se estender por dois anos seguidos.
Ela fez rodeios, claro. Admitiu dificuldades econômicas, mas as classificou de “pontuais”. E voltou a bater na tecla de momento de “transição” para um novo ciclo de crescimento. Mesmo assim, tenha a santa paciência. Falar em mais resiliência, força e solidez só aumenta o descrédito de um País que vê seus últimos pontos de confiança se apagarem na sujeira da corrupção, de negociatas entre Congresso e Executivo, e em meio a um alegado ajuste fiscal que não significa nada.
Para que negar uma realidade já tão exposta ao mundo?
Não chega, caramba?