Isso não pode dar certo

Novo desentendimento entre os presidentes das duas casas adia votação em sessão conjunta do Congresso. Imagina se os dois (presidente da Câmara, Eduardo Cunha, RJ, e presidente do Senado, Renan Calheiros, AL) fossem de partidos adversários. São do PMDB, ao qual a presidente entregou anéis, dedos e depois também os braços na ainda incompleta “reforma ministerial”.  Já foram sacrificados os ministros da Educação, Renato Janine (nomeado há cinco meses), e da Saúde, Arthur Chioro, do PT. Tudo num jogo complicado para acomodar não 4, como se aventou inicialmente, tampouco para manter o PMDB “dono” da mesma quantidade de 6 pastas que o partido “detém” hoje. Cogita-se a possibilidade de “premiar” o partido com 7 ministérios. O PT anda visivelmente amuado com os movimentos que, no entanto, contam com entusiasmado aval do ex-presidente Lula. Afinal, ele acaba de ver sacramentada uma mudança no Planalto pela qual batalha há tempos. Aloizio Mercadante, até aqui na Casa Civil, volta para a Educação. Mas depois dessa troca de gentilezas entre Renan e Cunha, que acabou por adiar mais uma vez a votação de vetos presidenciais considerados estratégicos para o projeto fiscal, dá vontade de desistir até de se manter informada. Que preguiça.