A Operação Lava Jato entra para o glossário do Banco Central.

Em cumprimento a acordo internacional, os bancos brasileiros precisa ser submetidos aos chamados testes de estresse.
São simulações para medir a capacidade das instituições financeiras de honrar seus compromissos em caso de grandes e simultâneos pedidos de saque do dinheiro ali depositado, por exemplo.
Ou para verificar se há suficiente dinheiro líquido reservado caso parem de receber o dinheiro devido pelos tomadores de empréstimos.
O Banco Central precisou simular o agravamento da quebradeira das empresas envolvidas na Lava Jato e, obviamente, também os efeitos disso sobre uma imensa cadeia de fornecedores do setor.
Em detalhado Relatório de Estabilização Financeira divulgado hoje (o documento é semestral e a Lava Jato é citada especificamente nas páginas 2 e 13), reconhece que as respostas não são lineares. Alguns bancos  estão, sim, desenquadrados. Mas assina embaixo da conclusão de que o sistema bancário está capacitado para suportar situações “adversas” pelo menos por um ano e meio.
Tudo de acordo com as novas regras internacionais.
Fato é que documentos sobre a estabilidade bancária da América Latina andam povoando mais as manchetes do que em anos recentes.
No caso do Brasil, além da pior recessão em 25 anos, único, há outros fatores agravantes. Que vão do desajuste fiscal do governo ao fantástico efeito paralisante da Lava Jato.
Tomara que tanto cuidado resulte mesmo em mais e mais garantias. Ninguém vai reclamar de excesso de cuidado e prevenção quanto o que está em questão é o sistema bancário do qual todos dependemos, queiramos ou não.