Por que raios Dilma não rompe com Lula, Renan e Cunha?


Presidente do Senado, Renan Calheiros, junto com um ministro das Minas e Energia no segundo mandato de Lula: investigados no petrolão.
O próprio Lula perambulando pela África e América em jatos privados para fazer palestras para a Odebrecht. Sempre em hotéis cinco estrelas ou superior.
Ele, Lula, depôs esta semana sobre o assunto no Ministério Público Federal de Brasília. Suspeita: tráfico de influência internacional.
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, envolto num mar de denúncias.
Presidentes do Senado e da Câmara na lista dos (vários) políticos com foro privilegiado que só podem ser investigados com autorização do Supremo Tribunal Federal.
Promotores apresentaram evidências que o Supremo já examinou. Investigações dos dois chefes do Parlamento já autorizadas.
Ora bolas, o que a presidente Dilma espera para romper com esses 3 personagens?
Se é tão honesta quanto prega, por que raios não usa o pior escândalo de corrupção da história do País a seu favor, tomando ela a iniciativa de formar uma base aliada com o que sobra do Congresso depois de peneirados os tantos nomes sob suspeita?
Eu me perguntei a mesma coisa quando ela demorou tanto para demitir a amigona Graça Foster, então presidente da Petrobras.
Teria feito favor tanto à própria Graça quanto à sua reputação.
Do alto de seu gabinete no Planalto, a presidente só afunda seus índices de popularidade.
Perde uma ótima oportunidade, inclusive mas não só de marketing, para retomar o leme do Brasil.
Não dá para entender.
Antes que vocês me puxem a orelha e me chamem de falsa ingênua: concordo. Ocorre que, se quisermos entender, a conclusão não é nada boa. Evidente que não é.

Bom fim de semana pra gente.