Ró-ró

Modus operandi do governo: ró-ró.
O ex-presidente da República e os presidentes da Câmara e do Senado estão sob investigação.
Suspeita-se que tenham cometido crimes com uso do dinheiro público.
As denúncias se avolumam. São cada vez mais críveis.
Na base, sinais exteriores de riqueza incompatíveis com profissão ou atividade.
E/ou suspeitas de enriquecimento ilícito.
Tudo, repito, à custa do bolso do contribuinte.
Resolvi folhear o dicionário.
Onde encontrei que favoritismo é “regime (político, administrativo etc) que concede compensações ou privilégios por influência, amizade, parentesco etc., sem levar em consideração valores como competência, merecimento e honestidade”. Página 1315 do Houaiss.
É riquíssima a língua portuguesa.
De substantivo em substantivo, encontramos sinônimos e variantes maravilhosos.
Ró-ró é “conversa cochichada, às escondidas; combinação secreta; conluio, conciliábulo”. Página 2474 do mesmo dicionário.
Etimologia provável: vocábulo onomatopeico. Aquele originado em som. (Dê asas à sua imaginação.)
Compadrio também é válido. Assim como cambalacho, complô, conchavo, conivência, igrejinha, panelinha, maquinação e mancomunação. Ou afilhadismo.
Está bom pra você?
Os descendentes da presidente Dilma não haverão de se orgulhar desse lado da biografia dela.
O lado ró-ró.