Mão no vespeiro

Quando você pensa que o governo não consegue se prejudicar mais, ele mostra que consegue, sim.
Como não.
Festival de trapalhadas “só” sobre uma questão chave do tripé que garante a mínima confiabilidade de qualquer política econômica.
Pois quem já foi rebaixado por agência de risco, vai lá e mexe de novo onde? Na perna fiscal.
Justo nisso, inacreditável.
Caraca, o Tribunal de Contas da União acaba de rejeitar o relatório de 2014.
O que só tem um precedente na história deste país: governo Getulio Vargas. Em 1937.
Se a rejeição (do TCU) for aceita pelo Congresso, pode desencadear o pior dos mundos para a presidente Dilma: o processo de impeachment.
Daí a incredulidade da gente ao ver que o governo, sem medo de ser infeliz, volta a mexer no vespeiro e avisa: está pensando em meta flexível de déficit público.
Motivo: a recessão só afunda, e a receita com impostos pode ficar aquém do previsto.
Resultado? Rombo maior do que o projetado.
Não diga!
Meta flexível?
Não estranhem se o dólar e juros voltarem a aumentar, como aumentam no momento em que digito.
Uma pena o que as hoje comprovadas mentiras fiscais do primeiro mandato de Dilma fizeram com as contas federais.
Estamos em pleno velório do tão bem sucedido Plano Real.
Quanta leviandade.