Atenção turistas: fôlego extra na cotação R$ X U$

O real ganha um oxigênio inesperado graças a medidas ousadas de política monetária anunciadas ontem na Europa e agora há pouco na China.
Os governos lutam contra a ameaça de deflação e a desaceleração da atividade econômica.
Anunciam, cada um a seu modo, e com medidas diferentes, que estão determinados a injetar uma grana preta na atividade econômica.
Justo num momento chave para o Brasil, em que o descrédito só aumenta – e, com ele, despenca o prestígio do real.
Resumindo muito, o dinheiro continua caro aqui (juros muito, muito altos), mas está cada vez mais barato no exterior.
É provavelmente o mais longo ciclo de juros negativos no mercado internacional desde a grande depressão de 1929.
O Brasil, que, segundo o Fundo Monetário Internacional, enfrentará a quarta pior recessão do mundo em 2016, caminha contra a corrente.
Fez tudo errado, e enfrenta também inflação.
O que o obriga a manter juros no espaço, para tentar segurar a alta dos preços.
Conclusão: o investidor estrangeiro, que está escaldado e anda fugindo do risco, tende a deixar o medo de lado.
A sedução da rentabilidade alta ganha oxigênio e deve falar mais alto.
Pelo menos por uns tempos.
Você está com viagem marcada, passagem e hotel pagos, e andava insone por causa do câmbio?
Relaxe um pouco e preste atenção nos preços do dólar.
Se a presidente Dilma não atrapalhar muito, a cotação deve se acalmar um pouco mais dar mais (como já aconteceu ontem, depois das declarações do presidente do Banco Central da Europa).
A propósito, o presente surpresa da China agora há pouco foi anunciar a sexta redução seguida dos juros.
Corte de 0,25. Os juros básicos caem para 4,35% lá.
Já a nossa Selic continua em 14,25%…