Reviravolta e surpresa na eleição da Argentina

Deu zebra total na eleição presidencial da Argentina. O candidato Daniel Scioli, peronista apoiado pela presidente Cristina Kirchner, ganhou mas não levou.
Pela primeira vez, a Argentina vai escolher o presidente em segundo turno, marcado para 22 de novembro.
O nome da zebra é Mauricio Macri, 56 anos, há pouco mais de 10 na política, ex-presidente do Boca Juniors e atual prefeito de Buenos Aires.
Engenheiro civil, filho de um dos empresários mais ricos do país, cresceu com um discurso liberal (centro-direita), mas, durante a campanha, foi pra cima do muro.
Jurou que não vai privatizar as empresas nacionalizadas, nem acabar com programas sociais.
Numa oposição rachada e desunida, Maurício Macri acabou conquistando o que seus próprios correligionários chamaram de voto útil.
Foi um golpe no alegado esquerdismo de Cristina Kirchner que, mesmo com altos índices de popularidade, foi derrotada pelo eleitor.
A surpresa foi tanta, que o governo atrasou em seis horas a divulgação dos resultados. Em meio a muitos panelaços em protesto, país afora.
A economia está estagnada há 14 anos, os índices de inflação foram martelados (acredita-se que rondem os 25%), e o peso é mantido artificialmente valorizado.
Claro que os aliados da sra. Cristina na América do Sul vão refletir sobre o resultado das urnas neste primeiro e histórico turno de 2015 na Argentina.