Dois meses, dois problemões com os militares

Governo troca o comando militar da Região Sul.
O general Antonio Hamilton Martins Mourão, comandante das tropas do Exército no Sul, foi exonerado. Passará a exercer uma função burocrática.
No dia 16 de setembro, em palestra a oficiais da reserva, o general causou estranheza ao defender um “despertar para a luta patriótica”.
Na ocasião, segundo o site G1,  traçou quatro cenários para o fim da crise política do país: “sobrevida” do governo, “queda controlada”, “renovação” e “caos”.
Para piorar sua situação, há apenas 3 dias a divisão de Santa Maria, que ele comandava, prestou homenagem póstuma a um coronel que chefiou o mais truculento centro de tortura durante a ditadura, o DOI-Codi.
O ministro da Defesa é Aldo Rebelo, do PC do B.
No mês passado, quando o ministro da Defesa era Jaques Wagner, o governo precisou resolver outro  problema importante com os militares.
Depois de tirar poder das Forças Armadas por decreto, o ministro voltou atrás e assinou portaria devolvendo aos militares as atribuições suprimidas.
Se a saia justa de setembro já foi delicada, a de agora não é mais tranquilizadora. Ou pacificadora.