“Movimento incompatível com o patrimônio”. De Lula. E outros.

Outra bomba a reportagem de capa da Revista Época. Valores astronômicos passeando pelas contas bancárias das empresas de Lula, Palocci, Erenice Guerra e Fernando Pimental.

Está tudo em relatório pra lá de cabeludo enviado à CPI do BNDES pelo braço do Ministério da Fazenda que, através do rastreio de operações financeiras e investimentos, investiga o crime de lavagem de dinheiro.

A reportagem da revista viu (e fotografou) o documento.
Na sexta-feira da semana passada, dia 23, o COAF concluiu o documento. São 32 páginas que vão fazer a República tremer.
De novo.
A empresa de palestras de Lula movimentou mais de R$ 50 milhões. Um dos investimentos que o COAF considera suspeito, por exemplo, é de cerca de R$ 6 milhões em previdência privada.
Motivo: “movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente”.

Sei não, mas vai ter petista se roendo de inveja do ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Pela conta corrente da empresa dele, pasmem, passaram R$ 185 milhões. O COAF estranhou. E foi ver do que se tratava.

Faz sentido, não faz?

Apesar de ter sido enviado à CPI do BNDES, o relatório é uma base importante também às investigações das operações Lava Jato, Zelotes e Acrônimo, todas envolvendo o primeiro escalão do PT (e também políticos do baixo clero, sim, como não).

Em tempo: a CPI do BNDES quer saber se os empréstimos feitos a grandes empresas com o nosso dinheiro, sempre a taxas fantasticamente negativas e generosas, acabaram, por vias tortuosas, no bolso de ex-ministros, ministros, governadores e – sabe-se agora – também do ex-presidente Lula e família.
Sabe por que o governo se diz desesperadamente necessitado da CPMF?
Por essas e por outras: foi muito além do que poderia emprestar, principalmente através do BNDES, e agora alega que todos precisamos pagar precisamente essas contas.
É o chamado déficit público.
A conta do petrolão, a da roubalheira descoberta na operação Zelotes, e – também ainda em fase de investigação – a farra que Polícia e Ministério Público desconfiam ter financiado a campanha eleitoral do hoje governador de Minas Gerais.
É de cair queixo.