Onde estão os empregos?

Você é adolescente ou conhece algum jovem perdido diante da difícil escolha da profissão?
Tem dúvidas atrozes sobre a melhor escola para seus filhos?
A palavra chave é: matemática.
A revolução tecnológica que atravessamos evolui a uma velocidade desconcertante, concorda?
Em nosso dia a dia, mal aprendemos a lidar com alguma ferramenta básica, já somos surpreendidos por novidades igualmente imprescindíveis. E lá vamos nós aprender a mexer em outra plataforma.
Neste fim de semana, bati o olho num artigo pra lá de interessante do Wall Street Journal sobre a “Uberização do dinheiro) (em inglês aqui). O autor escreveu um livro chamado “Indicadores líderes: uma breve história dos números que governam nosso mundo” (em tradução livre).
Assim como os meios de comunicação, a indústria bancária, segundo ele, vem sendo “uberizada”.
Só pra ilustrar com dois exemplos da área da comunicação: vide o fenômeno de audiência em que se transformou o YouTube, ou a dor de cabeça que a Netflix, uma empresa que mal saiu das fraldas, vem dando às maiores e mais sólidas redes abertas de TV do mundo.
Pois, segundo o artigo, os empréstimos ‘peer to peer’ crescem velozmente (também em tradução livre, ‘entre iguais’, ou de alguém disposto a ‘alugar’ algum dinheiro disponível a outra pessoa que dele necessite).
Hoje, o jornal Valor traz reportagem do Financial Times (fechada a assinantes) jornal Valor traz sobre executivos de bancos que se mandaram para o famoso mercado de apostas inglês.
Meu ponto: noves fora zero, os profissionais que estão com tudo e não estão prosa são os que dominam a lógica, a matemática, os famosos e para nós tão misteriosos algoritmos.
Diante de um mundo que será cada vez mais automatizado, a criação de trabalho e, portanto, a geração de renda para que o ser humano providencie sua subsistência está em xeque – mais ainda do que em revoluções anteriores como a industrial.
Se o robô faz tudo, no que vamos trabalhar?
Até que surja uma leve pista do caminho a ser seguido pelas próximas gerações, o consenso é: na dúvida, abrace a matemática.
O reino pertence ao pensamento lógico.
Futuros profissionais graduados em matemática são disputados a tapa nas melhores universidades do mundo. Empresas se veem às voltas com folhas de pagamento cada vez mais caras e atraentes para não perdê-los para a concorrência.
Claro que os programadores de computador também estão preocupados com seus próprios empregos frente às máquinas inteligentes.
Mas um dos especialistas ouvidos pelo Financial Times acredita que a montagem de um quebra-cabeça e seus algoritmos jamais serão substituídos totalmente.

Viva a democratização do conhecimento.