Varejo despenca e rombo da Petrobras dobra

Sabe o que acontece quando um governo se investe do papel de dono do país e, entre outras invencionices unilaterais, toma dinheiro emprestado mas diz que não tomou?


Um dia esse mesmo governo vai ser chamado a prestar contas autênticas.
E aí a casa cai.
Não tem erro: quem vai pagar é a população.
O salário encolhe. Os preços sobem.
Tanto falam na volta da CPMF, a antiga “contribuição” sobre o cheque – que, em si, é uma redonda besteira – mas muitos se esquecem que o pior imposto já desabou sobre a cabeça de todos.
Chama-se inflação.
É o que mostram os números do IBGE divulgados hoje sobre as vendas de janeiro a setembro no comércio.
De Norte a Sul, de Leste a Oeste, no varejo ou no chamado comércio “ampliado” (inclui carros e material de construção, por exemplo): nem perca tempo procurando algum número bom.
Dá pena olhar as tabelas do IBGE.
Tem mais.
Essa mesma população, já penalizada com o reconhecimento tardio de dívidas públicas antes omitidas, fica ainda mais pobre se esse mesmo governo fecha os olhos à roubalheira a céu aberto.
Relatório da Polícia Federal sobre a Lava Jato revê o tamanho do roubo estimado só na Petrobras. Onde se lia antes R$ 20 bilhões, leia-se agora mais de R$ 40 bilhões.
Como sabemos, dinheiro não nasce em árvore.
Tanto a corrupção quanto o gasto excessivo do governo sobram para o mesmo e único pagador final.
Um tal de eleitor. Também conhecido como contribuinte.