O reinado dos Kirchner durou 12 anos

A irresponsabilidade fiscal e o culto à personalidade duraram bastante na Argentina – como aconteceu em outros países latinos que tão bem conhecemos.

Distribuir dinheiro público sob o argumento de que é preciso reduzir a pobreza, inflar programas sociais e proteger os produtores locais, levantando barreiras a mercadorias estrangeiras, são medidas que sempre soam simpáticas ao público doméstico. Parecem nobres.

Até chegar a conta da inflação e do desemprego.

E a felicidade Kirchner não durou para sempre.

O primeiro da família, Néstor, assumiu em 25 de maio de 2003. A mulher, Cristina, o sucedeu. Com seu candidato derrotado neste domingo,  ela entregará a faixa no próximo dia 10 de dezembro para Mauricio Macri, que lhe fez e faz oposição.

Foi a primeira eleição resolvida só no segundo turno no país. A diferença de cerca de 7 pontos percentuais a favor do político neoliberal, que fez campanha propondo uma plataforma bem diferente dos peronistas, mostra que o povo argentino perdeu a esperança de que o país vai melhorar se os dogmas do governo atual continuarem a ser seguidos.

Estariam mudando os ventos na América do Sul do chavismo, do kirchnerismo, do lulismo? Da perpetuação de um mesmo partido no poder?

O eleitor argentino pode ter dado sua resposta hoje. O venezuelano não sabe quando será chamado a opinar com transparência. Enquanto isso, falta papel higiênico por lá. E outros itens de primeira necessidade.

O brasileiro se pergunta se Dilma Rousseff, hoje no leme do 13º ano consecutivo do governo do Brasil em nome do PT, vai melhorar sua gestão nos últimos três anos de seu segundo mandato, ou se passará o bastão antes disso.

Claro que ela pretende ficar até 31 de dezembro de 2018.

Visivelmente também, não gostaria de ser saída.

Que tal, então, arregaçar as mangas, mirar-se no exemplo da Argentina, e agir antes de passar pelo vexame da colega e vizinha Cristina?

Eu tenho uma sugestão. Você já sabe qual é. Dilma poderia retomar um de seus primeiros lemas de marketing, bastante usado em 2011, já depois de eleita.

E reerguer a bandeira da faxina da ética.