O Brasil é um ponto de interrogação

A ansiedade para saber os rumos do país, uma vez aberto o processo de impeachment, é geral e natural.


São três as perguntas que mais ouço:
1) seria melhor ou pior sem Dilma?
2) a recessão se agrava?
3) o que vai acontecer com o dólar?

Lamento responder que entramos na era do “achômetro”.
Há especialistas políticos, econômicos, e até profissionais da neurociência fazendo as mais variadas projeções.
Fato: ninguém sabe o que vai acontecer.
Outro fato: o Brasil não está bem.
Ausentei-me alguns dias deste site por absoluta falta de tempo – pelo que peço desculpas a você.
Mas é tanta desgraceira, que mal dou conta de acompanhar os recordes negativos de Dilma.
Impressionante como ela conseguiu afundar o Brasil numa recessão como não se via desde a década de 30, a da grande depressão.
Com um buraco nas contas públicas que continua sendo uma incógnita. A única coisa que se pode falar sobre esse déficit é que é desavergonhadamente enorme.
Não preciso lembrar as outras tristes estatísticas que saíram na semana que passou.
São números muito ruins sobre um país que tinha tudo pra dar certo.
O processo de impeachment pode até correr rapidamente na Câmara – como deseja o governo, que trabalha para suspender o recesso parlamentar de fim de ano.
Mas, acelerando-se ou não esse rito, sabemos que não é bom ter uma presidente politicamente fraca e sujeita a esse constrangimento.
Pra piorar, ela dá sinais ambíguos sobre a política econômica que pretende seguir. Ora distribui incentivos fiscais, ora acena com medidas de austeridade muito pouco convincentes.
Não há sinais de que esteja na
planilha de Dilma o que importa: tapar o ralo da roubalheira, a causa mãe do déficit público que nos levou à recessão e à inflação de dois dígitos.
Quanto aos políticos: o personagem da semana, sem dúvida, é o vice-presidente, Michel Temer.
Mas essa é outra conversa.