A nova tungada no seu salário e a debacle das ações da Petrobras

Quanto maior a altura, pior a queda.
Infladas pela euforia do pré-sal, as ações da Petrobras resistiam às turbulências que, 8 anos atrás, já abalavam seus pares.
Sedutoras, beiravam os R$ 43. Era maio de 2008. 

Hoje fecharam em inacreditáveis R$ 4,66.
É (novo) recorde (de baixa, óbvio) em 12 anos.
Ninguém sabia, ninguém viu. Todos são inocentes.
O erário público, esse ente abstrato que deveria se chamar contribuinte (aquele que, como você, como eu, declama seu CPF não sei quantas vezes ao dia), é o prejudicado.
O déficit público “exige” sacrifício de todos?
A tabela do Imposto de Renda na fonte não vai ser corrigida, o que equivale a uma nova tungada no salário do brasileiro.
O ICMS, que é estadual, sobe em várias regiões. Também em nome da necessidade de se cobrir os buracos governamentais.
Mas na Petrobras, assim como nas demais estatais, a corrupção segue solta.
Do mesmo modo, os ministros da sra. Dilma que estão sendo formalmente investigados por roubo de dinheiro público não são sequer afastados.
E o real é a segunda moeda mais desvalorizada no mundo, segundo os últimos cálculos do Banco de Compensações Internacionais, BIS.
Sobra pra todos.
Menos para os que mandavam e mandam. Esses não sabiam, não viram, não sabem, não veem.