Medo impera nos mercados

Que carnaval, que nada.
Os mercados financeiros são varridos pelo pânico nesta segunda-feira.
Ninguém sabe o tamanho da ameaça de uma nova recessão mundial. Mas a possibilidade atemoriza o investidor.
Ações de bancos despencam em ritmo desalentador – especialmente para quem as detêm.
Alemanha, Grécia, Itália: espalham-se as dúvidas sobre a capacidade dos bancos honrarem seus bônus, diante de maus (portanto, duvidosos) empréstimos em suas carteiras.
Os bons números de crescimento divulgados agora pela Índia em nada convenceram o “mercado” de que a demanda por matérias-primas e/ou produtos industrializados pode melhorar.
No último trimestre de 2015, a Índia ultrapassou a China, e acaba de conquistar o título de economia que mais cresce no mundo: 7,3% ao ano, enquanto China alega estar crescendo 6,8%.
Confiança dos investidores em queda, incredulidade em relação às estatísticas chinesas (onde as reservas cambiais, aliás, sangram e encolhem), queda nos preços do petróleo (indicador fundamental do ânimo geral de atividade econômica), e, claro, recessão em emergentes de peso como Brasil e Rússia.
Tudo em vermelho nos gráficos de hoje.
Em inglês, a melhor cobertura que conheço deste banho de sangue:

http://www.theguardian.com/business/live/2016/feb/08/uk-business-confidence-falls-global-recession-fears-markets-business-live