Ministros pedem calma com ações dos bancos

Ações de bancos à frente, está tudo muito feio de novo hoje nos mercados internacionais.

Reunidos em Bruxelas, ministros das finanças dos países do euro pedem calma na fuga dos papéis dos bancos.
Iene (ou yen), apesar da surpreendente decisão do banco central japonês de estrear no território dos juros negativos, na semana passada, continua a se valorizar frente ao dólar.
Iene e ouro (subindo de novo) são os “paraísos seguros” da hora e da vez.
Aumenta a fuga de todo investimento considerado arriscado.
Onda de vendas de papéis de bancos e de títulos de dívida de países do sul da Europa.
Além do Deutsche Bank, despencam hoje ações do francês Societé Generale e do italiano Unicredit.
Motivo: medo de insolvência desses gigantes da indústria financeira.
Portugal também começa a aparecer nas manchetes porque o novo governo, socialista, pretende desfazer medidas adotadas pelo anterior. Portugal paga mais caro para conseguir rolar a dívida do governo. Bem como Grécia.
A Suécia, país pequeno, mas com uma moeda muito forte (sempre por causa da credibilidade = pagador confiável), mergulhou mais fundo no território dos juros negativos.
Sim, na Suécia, assim como no Japão, pedir dinheiro emprestado significa devolver menos ao credor.
A intenção é acordar a inflação.
Para o brasileiro, que paga 430% ao ano no rotativo do cartão, é incompreensível.
Trata-se do mundo, primeiro, lutando contra a deflação (inveja! Inveja!). Os preços dos alimentos, dos metais , e do barril do petróleo, agora em torno de US$ 27, não param de cair.
A demanda está baixa porque a volta ao crescimento não decola depois da grande recessão, que começou há 8 anos!
Desde a grande depressão de 1930 o mundo não passava por tempos tão duros quanto os da última década.
O desânimo se agrava porque as demissões aumentam, e especialmente porque nações motores do mundo, como a China, exibem números de crescimento cada vez menores.
As preocupações com os emergentes (Brasil e Rússia, em
recessão, à frente) encorpam a lista dos ingredientes que compõem o pessimismo dominante desde o começo de 2016, e que se agravou em fevereiro.
As esperanças: Estados Unidos, que seguem criando empregos, Índia, que pela primeira vez cresce mais
rápido que a China, e a própria reabertura do mercado de Shanghai na segunda-feira.
Os mercados asiáticos passaram a semana fechados por causa do feriado do ano lunar.
Hong Kong reabriu hoje, tão deprimido quanto o Ocidente.
Se o governo super intervencionista de Beijing anunciar medidas convincentes de estímulo durante o fim de semana, pode ser que esse humor se reverta.
Hoje, não há apostas nessa direção.
Pior para o Brasil, que não avançou em produtividade, e cujo dinheiro do contribuinte continua a ser minado pelos ladrões de plantão nas estatais, para-estatais e demais órgãos públicos.
Aqui, o dinheiro público, que deveria estar sendo investido em estradas, portos, saúde, educação e segurança, vai pras organizações criminosas.
Continuamos exportadores das commodities cujos preços despencam no mundo. (Os países em menos dificuldades são os que exportam bens com maior valor agregado, que contêm alto grau de conhecimento especializado e passaram por várias etapas de processamento
antes de chegar ao navio.)
O quadro internacional em nada nos ajuda a abreviar a pior recessão em 80 anos na qual estamos mergulhados por força dos erros do governo.
Ao contrário do mundo, junto com a recessão e o consequente desemprego, enfrentamos corrosão no nosso poder de compra, igualmente por erros crassos que a presidente Dilma insiste em repetir.
Portanto, temos recessão com inflação, sem melhorias na educação para avançar na produtividade e, só assim, aumentar a competitividade.
O Brasil tem tudo para sofrer menos nestes tempos difíceis no mundo.
Tem imenso potencial.
O governo, que já destruiu a moeda, optou pela rota do retrocesso. E nela persiste.