Pelo jeito, acabou mesmo o conforto dos corruptores

Antes: sempre me pergunto o que vai acontecer no dia em que investigações como essas chegarem pra valer ao sistema elétrico.

Enquanto não chegam, as operações comandadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral vão mostrando que foi pelos ares mais uma das certezas brasileiras: a de que o processo é contra o corrupto, enquanto o corruptor… bem, enquanto o corruptor vai lamentar (se tanto) a prisão de seu dileto cliente.

Depois das empreiteiras(e até de um grande banqueiro) pegos na Lava-Jato, a confusão acaba de bater numa grande siderúrgica. E numa investigação totalmente à parte da roubalheira da Petrobras.

Voltamos à Operação Zelotes. Desde a primeira fase, há quase um ano, os promotores deram a entender que a Zelotes poderia descobrir um ralo muito maior de dinheiro público do que a Lava-Jato. (Começou com a suspeita de que havia corrupção dentro do governo para não pagar multas e dívidas de sonegação.)

Deflagrada hoje a 6ª fase, a impressão que se tem é a de que a Justiça vai mesmo por esse caminho, o de procurar também os empresários, muitos deles (não sei se o de hoje) virtualmente viciados nessa tal da propina.