Não adianta chiar. Nem demitir.

Três ex-funcionários da PDVSA se declararam culpados de corrupção à justiça dos Estados Unidos.
A PDVSA é a petroleira da Venezuela, gigante e estatal.
A investigação corre no estado do Texas.
Em dezembro, dois empresários da Venezuela foram acusados de infringir a lei americana que pune práticas de corrupção no exterior.
Um deles se confessou culpado ontem, terça.
Deu na Reuters (em inglês).
A pergunta que não cala: adianta atirar contra um juiz brasileiro se tantos países arregaçaram as mangas para coibir a lavagem de dinheiro desde o 11 de setembro de 2001?
A gente sabe a resposta: não.
Não adianta.
Para não nos deixar mentir, estão aí os processos multinacionais contra a Petrobras, abertos por investidores de tantos países da Europa – e também, claro, dos mesmos Estados Unidos que obtiveram confissão de culpa dos venezuelanos ligados à petrolífera de Nicolas Maduro.
No balanço horripilante divulgado esta semana, a Petrobras reservou R$ 162 bilhões para perdas em ações judiciais.
Mas o Palácio do Planalto bem que tenta demonizar a Justiça.
Ou o Ministério Público.
E também a mídia.
Finge não saber, por exemplo, que existe a Convenção de Combate ao Suborno de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações de Negócios Internacionais, à qual o Brasil aderiu no começo do século, conforme lembrou recente reportagem do jornal Valor (para assinantes): http://mobile.valor.com.br/brasil/4483260/grupo-anti-suborno-da-ocde-voltara-a-investigar-o-pais