Cesta de natal

Querido internauta, leitor e amigo! Faz tempo, não? Tenho uma lista nada pequena de temas para analisar neste espaço, e tempo cada vez mais curto para escrever ou gravar para você.

Minha agenda anda insana,   lotada de trabalhos free lancer. Há tempos não frequentava tanto os aviões quanto agora. É a crise, que aumenta a demanda pelo jornalismo apartidário.
Quero falar com você sobre o ignóbil escândalo da merenda escolar em São Paulo. (Roubar do suco de laranja das crianças?)
Estou pasma com os Panamapapers. Desde domingo, me pergunto se a força-tarefa da Lava Jato está se beliscando para ter certeza do que foi divulgado pelos bravos jornalistas investigativos.
Há pouco mais de 2 meses, com a operação Triplo X, foi a Lava Jato quem alçou o escritório de advocacia do Panamá, Mossack Fonseca, à notoriedade.
A Lava Jato “furou” até o FBI, a poderosa polícia federal americana, ao anunciar em primeira mão o gigantismo da empresa que abre empresas no Panamá para que seus clientes movimentem dinheiro mundo afora.
Incrivelmente, descobriu-se que o proprietário de um dos apartamentos do edifício Solaris, em Guarujá, SP, é uma empresa aberta pela Mossack.
O ex-presidente Lula nega ser dono de apartamento no local.
Claro que, além disso, também constam da minha lista de pendências: o pedido de impeachment contra a presidente e o profundo atoleiro econômico em que o então emergente Brasil vem sendo mergulhado nos últimos 5 anos.
Além de vários eventos internacionais que têm tudo a ver com a gente.
Mas essa do ex-secretário geral do PT, Silvio Pereira, foi demais.
Não posso adiar nem mais um minuto nossa comunicação por este canal.
Preso na semana passada, na mais recente fase da Lava Jato, Silvio Pereira, que frequentou as páginas policiais à época do mensalão por causa de sua potente e luxuosa Land Rover, depôs na Polícia Federal.
Um momento.
Ele disse o quê?
Cestas de natal?
Recebeu, sim, dinheiro das empreiteiras. Por ter vendido cestas de natal!
Deixa ver se eu entendi: depois do mensalão, ele abriu duas empresas de eventos que, a partir de 2006, prestaram variados serviços, inclusive a campanhas eleitorais do PT.
Até onde temos conhecimento, produtoras de eventos são abertas para isso: prestar serviço.
Desde quando são comerciantes de mercadorias?
Não dá pra resistir: alô grandes e pequenos fabricantes, atacadistas e varejistas!
Salvo uma flagrante mentira do sr. Silvio Pereira à Polícia Federal, há concorrência inusitada na praça.
Como se não bastasse a recessão, a queda no faturamento e o consequente fechamento de estabelecimentos em todo o Brasil.
O nome do concorrente é Silvio Pereira, condenado pelo mensalão.