O vice do fracasso

Depois de Dilma, o grande fracasso do difícil momento político que atravessamos atende pelo nome de PSDB.
Terceiro maior dos atuais 25 partidos representados na Câmara, e legenda que mais deu trabalho ao PT nas eleições presidenciais, é impressionante o papel que o PSDB não desempenha como aquele que, em qualquer país democrático do mundo, seria o protagonista da oposição.
Nem protagonista nem aglutinador.
Um zero à esquerda.
Noticiário hoje, day after da histórica votação: PSDB enfrenta dilema; não sabe se participa ou não do governo Temer; a executiva discute isso, debate aquilo.
Socorro!
Apesar de sua história recheada de episódios em que se esmera por ficar em cima do muro depois dos 90 minutos, não deixa de ser surpreendente que o partido dos tucanos persista em ocupar um papel tão pífio.
Fez e faz questão de manter no peito do PT a faixa de algoz de si mesmo.
Está aberta a temporada de caça a potenciais candidatos ao Planalto em 2018, e o PSDB, que acabou de rachar sobre a candidatura à prefeitura de seu reduto mais importante, a capital de São Paulo, segue “refletindo” – sobre o que não fazer.

Não está nem aí para o fator Lula, por exemplo.
Muita gente desconfia que seja por preguiça. Outros já falam em pura incompetência.
Certeza mesmo, só a de que o Brasil precisa de novos líderes políticos.
Pra ontem.