O problema é o “Custo Brasil”

Que dia.
E que batismo mais apropriado o da operação de hoje que prendeu Paulo Bernardo, quadro da cúpula do PT e ex-ministro de Lula e Dilma.
Custo Brasil.
É isso.
Não dá pra continuar a falar em cortar o parco dinheirinho de aposentados, servidores e contribuintes.
O argumento de que, pra tapar o ainda incerto rombo de R$170 bilhões da União, é preciso pedir sacrifício pra todo mundo está sepultado, por óbvio.
Acompanhei a coletiva claríssima e serena dos representantes da: Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público.
Sonegação é irmã da corrupção.
Andam juntas.
Ficou claro?
Outras expressões que me chamaram atenção (não deixo de me surpreender):
– sim, foi constatada a ação de uma organização criminosa no mais alto escalão da República
– uma típica organização criminosa, por reunir um grupo de pessoas; no caso, em operação estruturada dentro do Estado
– robusto corpo de provas levou a prisões preventivas
– técnica comum em lavagem de dinheiro: saques e entregas em espécie
Enquanto eu ouvia esse bravo trio de brasileiros dando entrevista, me descobria falando sozinha.
De queixo caído.
Logo hoje, que pensei em ler prioritariamente sobre o histórico referendo na Grã-Bretanha, em que o povo, formando filas recordes debaixo de chuva, decide se a nação continua ou não na União Europeia.
A opinião pública está rachada, e o país tem primado por errar feio em suas mais recentes pesquisas eleitorais.
Não é nada, não é nada, mas a situação do já combalido Brasil pode piorar muito, em matéria de comércio exterior, se os ingleses saírem do bloco.
O dia aqui, porém, começou com a prisão de Paulo Bernardo e outros do PT, entre eles um ex-tesoureiro (outro!) e um secretário municipal de São Paulo.
Outro ex-ministro, Carlos Gabas, o motoqueiro de Dilma, foi levado a
depôr, quer quisesse, quer não quisesse.
Tô besta.