O eleitor está perdido

Aos sinais contraditórios das urnas, pra
quem não teve tempo ou paciência de acompanhar os resultados de ontem.
Ideologias à parte, eu concluo que há um recado certeiro do eleitor: tchau PT.
Que derrota!
Se o massacre do primeiro turno já foi surpreendente, o de ontem foi… de emudecer.
Quanto à festejada vitória do PSDB, ok. Aumentou sua fatia no bolo nacional de maneira importante, sim.
Se for verdade o que ouvi há pouco numa rádio, sobre a conquista de 98% das prefeituras do Estado de São Paulo pelo governador Geraldo Alckmin, ele sai mesmo – como todos já anunciaram no primeiro turno – o mais forte candidato ao Planalto em 2018.
Fora isso, o eleitor enviou sinais muito contraditórios ontem.
Todos alardeiam a rejeição aos políticos tradicionais.
Resultado da Lava Jato.
Mas na importantíssima Belo Horizonte, o “não político” escolhido foi o que disse que “rouba mas não pede propina”.
What?
Ouve-se muita besteira em campanha.
Mas o eleitor filtrou todas as bobagens (e, claro, também as declarações inteligentes).
Optou pelo que diz que rouba.
Não conheço o adversário dele nem tenho simpatia por nenhuma legenda.
O que se faz notar é o “não efeito” Lava Jato no eleitor de Belo Horizonte.
Já na capital de Goiás, o eleito não poderia ser um político mais tradicional. Íris Rezende tem 82 anos e longa carreira de cargos públicos de primeiro escalão.
O eleitor está pra lá de perdido.
Só sabe que apóia a Força Tarefa da Lava Jato e seu processo de limpeza.
Tomara que a população continue vigilante especialmente junto ao Congresso Nacional, onde mora o maior perigo contra a varredura que heroicamente começou no Paraná e hoje já se espraia por outras unidades da federação.
Porque, muito, mas muito mais importante do que limitar os gastos públicos no papel, é reduzir o ralo da roubalheira que come aposentadorias, impostos, salários de servidores, empregos da inciativa privada, o valor da moeda e, não menos importante, a saúde dos pobres que seguem sem esgoto ou sem atendimento médico.