E agora, Michel?

O Fiat Elba do governo Michel Temer seria um apartamento que felizmente ainda não existe?
O equivalente ao triplex do Guarujá que não é de Lula?
Gente, que crise!
Já tem até ministro do Supremo Tribunal Federal (Gilmar Mendes) comentando a “suposta” gravação da conversa entre o agora ex-ministro Marcelo Calero e o presidente da República. Se verdadeira, diz Gilmar Mendes, seria inusitada e entraria para o Guiness.
Minha leitura: quando um ministro do Supremo fala isso, é porque nada viu de ilegal na iniciativa de Calero.
Da noite pro dia, Geddel Vieira Lima virou personagem menor nessa história. (Escrevo ao meio-dia e pouco; o Planalto ainda não confirmou, mas a tardia carta de demissão dele já é pública.)
Geddel perde o foro privilegiado (terror de 10 entre 10 políticos hoje), e Calero, um político pouco conhecido há uma semana, cresce na cena nacional.
Seja ou não seja comprometedora “suposta” gravação, quem se deu mal mesmo foi Michel Temer.
Tudo isso nos deixa ainda mais curiosos sobre a votação das medidas contra a corrupção na Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Rodrigo Maia que acabou de dizer que “nós” (sim, “nós”!) precisamos de Geddel no governo.
E agora, nobre deputado Maia?
De quem Vossa Excelência “precisa” para aprovar a anistia que o sr. jura que não é anistia ao caixa dois?

(Ah, sim, claro que o dólar abriu em alta. O real agradece a Temer.)
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Temer, Geddel, Rodrigo Maia: de quem você compraria uma Bic usada?