Quem me acha mais burra, Dilma ou Alckmin?

Seria a presidente Dilma Rousseff, quando “lastima” que as contas de luz tenham subido (pra ficar só nesse exemplo recente, e que é generoso com ela)? Ou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin?
Primeiro, ele passou o ano de 2014 negando um racionamento de água já abertamente imposto a boa parte da população.
Hoje, o Ministério Público investiga acusações de omissão ou mau gerenciamento da pior seca em 84 anos na região. Mais de 50 inquéritos estão em andamento.
Não bastasse o festival de ditos e não ditos sobre o fornecimento de água, o governador tem pronunciado frases sobre (a falta de) segurança pública que me deixam escandalizada.
A respeito da horrorosa chacina de 18 de agosto, em que 19 pessoas foram executadas (uma delas, uma adolescente de 15 anos) e 7 foram feridas, ele disse ser “intolerável“.
Detalhe: este ano, ao menos 54 vidas já foram exterminadas em chacinas na Grande São Paulo.
Um dos exemplos mais recentes é o dos quatro rapazes de 16 a 18 anos, entregadores de pizza em Carapicuíba. Foram executados sábado, 19 de setembro, quando saíam do trabalho.
Se o governador considera as chacinas “intoleráveis”, por que elas continuam acontecendo? Que autoridade é essa?
Mais estranho ainda: perguntado sobre o andamento das investigações dos 19 assassinatos em Osasco e Barueri, e que, até agora, resultaram na prisão de um policial militar (vários outros policiais são suspeitos), ele disse que “tudo está sendo feito com muita cautela, para ter provas periciais”.
Ai meus neurônios. Não é pra isso que serve toda e qualquer investigação, caramba?
Finalmente, o diagnóstico dele sobre a fuga de menores da Fundação Casa é… Inqualificável.
Em menos de um mês, 132 menores fugiram. 33 deles, na noite de segunda-feira. Até o momento em que digito, apenas 32 foram recapturados.
Muito bem. Para o governador Geraldo Alckmin, a causa da fuga foi falta de segurança.
Atenção: o problema é que a empresa que fazia a segurança quebrou. Em maio! E os próprios funcionários vêm sendo encarregados precariamente da tarefa. Isso na Fundação que existe, em tese, para reabilitar menores envolvidos com o crime. Um local sabidamente violento e perigoso.
A empresa quebrou e por isso 132 fugiram?
Foi demais.

Um governo cada vez mais confuso e indeciso

Ai que preguiça. E que semana.
Logo na segunda, tivemos o confuso anúncio daquilo que, passados cinco dias, eu já chamo, sem medo de errar, de desajuste fiscal.
O adiamento do reajuste dos servidores públicos por mais de meio ano num momento em que a inflação anual beira os 2 dígitos me parece emblemática.
Quer dizer, então, que a organização criminosa que rouba R$200 bilhões por ano dos cofres governamentais continua livre para roubar. (A exceção é a ponta do iceberg presa pela Lava Jato.)
Enquanto isso, em nome do sacrifício para cobrir o déficit, o servidor público honesto e que depende “só” do próprio salário para sobreviver, é penalizado.
São tantas as incoerências das medidas, que o próprio PT chegou a dizer que era contra o pacote. O ex-presidente Lula parece que foi e parece que depois voltou.
Se a presidente está fraca, e já vê a base aliada se derretendo, imagina sem os votos do próprio partido no Congresso.
Não foi à toa que a semana terminou mal.
Arrecadação afundando, e mercados mostrando que o termômetro do medo da sociedade é o pior em 13 anos.
A moeda, o real, não estava tão desacreditada desde outubro de 2012 (desvalorizou-se mais frente ao dólar, num dia em que outras moedas seguiram caminho contrário).
A bolsa, que mede o desânimo da atividade produtiva, voltou a despencar.
Na seara política, nada ajudou.
O governo Dilma Rousseff, já batendo recordes de reprovação, parece a cada dia mais confuso e mais indeciso.
Lamento de verdade terminar a semana com essa análise.
Mesmo assim, não se esqueçam de procurar relaxar no sábado e no domingo.
Abaixo o cortisol.
De tensos, por ora, bastamos nós, jornalistas.

“Dois milésimos”

Estou muda. Deixa ver se eu entendi. Os servidores esperam 7 meses a mais pelo reajuste, adiado de janeiro para agosto do ano que vem, enquanto a inflação come o salário em quase 10% ao ano. Isso equivale a um “corte” de R$ 7 bilhões.

Já na prometidíssima redução dos ministérios, o “corte” possível é de R$ 200 milhões. E ainda vão ser anunciados. Ninguém sabe ninguém viu o que nem quem vai ser “economizado”.

Corta o Minha Casa, Minha Vida, corta o PAC (programa que deveria acelerar o crescimento mas que resultou no encolhimento do Brasil), corta na Saúde.

E propõe a volta da CPMF.

Essa depende do Congresso, que, em 2007, impôs a primeira derrota ao então superpopular presidente Lula, recusando-se a prorrogá-la.

Não vou comentar a pérola do dia, pronunciada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre o imposto. ” Você compra um ingresso de cinema com cartão e teria, por exemplo, dois milésimos pra ajudar a cobrir o rombo.”

Tive que ouvir, ler e reler várias vezes o que ele disse para acreditar.

Quanto dinheiro na propaganda do Minha Casa, Minha Vida, pra anunciar corte de –  um momento. 15 dividido por 3 ainda é igual a 5. Estão cortando em um terço o Minha Casa Minha Vida, embora aleguem uma tremenda ginástica fiscal via uso do dinheiro do Fundo de Garantia. Previstos 15, suprimem-se 4.8 bilhões, com a observação de que se trata de “transferência de recursos”.

PAC e Saúde: machado igual nos dois.

E mais uma tonelada de medidas cheia de nomes técnicos. Que preveem também o aumento do imposto das empresas. Que preguiça. Que decepção. Coitados. Esses dois ministros, Levy e Nelson Barbosa, Planejamento, neste momento, me inspiram sentimento de pena, de piedade.

Recessão, sai de baixo.

Mais impostos pros ladrões à solta. Tenha dó.

Não é possível que o governo não enxergue que a Lava-Jato escancarou para o eleitor a existência ampla, geral e irrestrita da propina nos contratos públicos.
A parcela do público que eventualmente ainda não tivesse ‘caído na real’ foi solenemente informado pelo primeiro delator do petrolão, apontado como um dos chefes da quadrilha da Petrobras. Foi ele, Paulo Roberto Costa, que afirmou, parece que com muito conhecimento de causa, que o seu, o meu, o nosso vai há anos, e aos borbotões, para os bolsos dos ladrões.
Vale pra tudo. Sistema elétrico, rodoviário, portuário e aeroportuário.
Sério, o governo acha mesmo que, enquanto a roubalheira continua a céu aberto, a população pode ser chamada a cobrir o alegado déficit?

TEM DÉFICIT NÃO; TEM É CORRUPÇÃO 

Tem déficit não, presidente. Tem dinheiro demais dos impostos sangrando a céu aberto.
Não dá vontade de falar: “pega ladrão”?
“Corre que ele roubou minha bolsa e atrás vem outro querendo mais?”
Ninguém sugere que a presidente faça o papel de juiz ou investigador. Mas a Presidência da República tem um conselho de ética, do qual o jurista Sepúlveda Pertence se demitiu por discordar dos caminhos de um caso que prefiro nem mencionar agora.
Esse conselho de ética, diante de um apelo da presidente, poderia abrir olhos e ouvidos, por exemplo, para ver de perto o que está acontecendo, se é que está, no sistema Eletrobrás e outros. E se ela ficasse tão brava com alguns cujos nomes entram e saem das páginas policiais, e os ameaçasse de demissão se continuassem a cobrar suas “comissões”?  Será que teria algum efeito no orçamento?

Desconfio que sim.
Tanta falta de dinheiro, tantos pedidos de sacrifício ao público, e pra quem segue no leva e traz de malas de dinheiro não vai nada?
Que tal se antecipar ao juiz Sergio Moro e começar apenas a demitir os diretores, já que eles ocupam cargos de confiança?  Lembro que a presidente Dilma assumiu com a alcunha de “faxineira da ética” e, no começo, demitiu muita gente por isso. Agora ninguém sabe ninguém viu?
Não cola.
EMPRÉSTIMOS BILIONÁRIOS SUBISIDADOS POR VOCÊ
A mesma cara de paisagem faz a turma do Planalto quando questionada sobre os empréstimos bilionários feitos pela metade do juro oficial.
Essas empresas pagam ao BNDES (que é seu e não pertence à presidente nem a outro funcionário público) uma quinquagésima parte dos juros que você paga no rotativo do seu cartão de crédito. Isso mesmo, quem não consegue pagar a fatura integral do cartão no dia do vencimento, paga, por baixo, 50 vezes mais do que as grandes, escolhidas e super-privilegiadas empresas que tomaram muito, mas muito dinheiro junto aos bancos públicos.
Prejuízo estimado do Tesouro Nacional: R$ 40 bilhões.
CAIXA TAMBÉM DISTRIBUI PRESENTES A MILIONÁRIOS
Isso pra não falar das renegociações paternais que a Caixa Econômica Federal faz para ajudar empresas que estavam em dificuldade semelhante à do governo federal. A mais recente é uma grande siderúrgica nacional.
É de domínio público, saiu em todos os jornais.
A Caixa é 100% do governo. Isto é, pertence integralmente ao contribuinte.

Renegocia dívidas de grandes empresas, mas corta os empréstimos à casa própria.

OI! FAMÍLIAS ENFRENTAM PIOR RECESSÃO EM 25 ANOS

É inacreditável que sequer passe pela cabeça deles aumentar a CIDE (combustíveis), ressuscitar CPMF, com outra sigla ou não, ou aumentar outras contribuições e impostos de famílias que já enfrentam o pior desemprego em seis anos, a pior recessão em 25 anos, a mais cruel inflação em 12 anos e, pra não dizer que não citei, a moeda mais desvalorizada frente aos seus pares emergentes diante de um dólar cada vez mais robusto.
Não é possível. Que eles insistam numa solução ainda mais recessiva. Num país que já tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo, sim, e que, com tantos desmandos, vai sendo empurrado cada vez mais para a informalidade.
Presidente, a grande maioria de quem está na economia informal gostaria de ter seus documentos em ordem, tudo certinho. Não é gente esperta que só quer escapar da Reeita Federal. A maioria o faz por sobrevivência.
Sabe por que não estão? Claro que a sra. sabe.

Aumentar imposto de novo? E a roubalheira?

Governo procura R$ 30,5 bilhões para cobrir o déficit, certo?
E só fala em mais imposto, confere?
Pois é. Ocorre que, só entre Lava-Jato e Zelotes, R$ 39 bilhões foram roubados.
Cobre o buraco com folga e ainda tem troco aí, gente!
A Zelotes é aquela operação da Polícia Federal que, em conjunto com Ministério Público, descobriu roubo gigante de estimados R$19 bilhões. O dinheiro, que deveria ter voltado para a Receita Federal, foi para o bolso dos conselheiros que todos nós pagamos, e que deveriam ser encarregados de julgar recursos contra autuações da Receita Federal. Pois boa parte deles dava ganho de causa à empresa, anulava a autuação, e levava uma boa grana pra casa. Ou sabe-se lá pra onde.
A Lava-Jato, creio, dispensa apresentações.
Ninguém fez essa conta, não?
Ou fez, mas fingiu que não fez?
Pois o orçamento de 2016 prevê déficit inédito , repito, de R$30,5 bilhões.
Ato seguinte, governo começa uma verdadeira operação drama de convencimento nacional: precisa tirar mais dinheiro de você, de mim, de nós.
Espera um pouco.
Diz que não dá pra falar em mais corte de gastos, que já estão no osso? Como?
Pergunto: o que o governo fez para estancar essa “perda de receita” e o consequente buraco das contas públicas causado pela ladroagem? Seria muita ousadia perguntar se por acaso foi tomada alguma providência para verificar, e eventualmente estancar, idêntico “esquema Petrobras” em outros braços oficiais como: elétricas, portos, aeroportos, rodovias etc?
A prática da propina em cada licitação, por acaso, se repete, aprofundando mais e mais o buraco das contas públicas que agora somos chamados a cobrir?
Mas tem mais.
Andei fazendo uma pesquisa aqui.
Os empréstimos de bancos estatais (a juros de pai pra filho) subiram uma barbaridade no governo Dilma.
Sabe quanto o Tesouro Nacional perde só com esses empréstimos, feitos a felizes tomadores, cada um deles escolhido a dedo?
Atenção: o prejuízo do Tesouro é de R$40 bilhões. Olha aí, ministro Levy: é só somar Lava-Jato, Zelotes e empréstimos de bancos públicos, e chegamos a R$ 79 bilhões. E a gente é que tem que pagar mais imposto? Não dá pra usar nem um pedaço disso pra tapar o alegado rombo?
Em tempo: em 2010, a carga tributária estava em 33,2% do PIB. Em 2014, subiu para 36,3% do PIB.
Adiantou cobrar mais imposto?
Por que adiantaria agora, ora bolas?

Afinal, aguenta ou não + 3 anos?

Como alguém consegue tantos e tão importantes vai e vens numa semana?
1) Anunciar CPMF e depois “des”anunciar.
2) Fritar o ministro da fazenda, mas desligar o fogo qdo estava “pré-pronto”, e pôr no congelador. E ainda mandar o principal porta-voz da fritura proclamar ao País q Joaquim Levy tinha voltado a seu estado natural. Discutível se alguém acreditou.
3) Investir o ministro do Planejamento d ministro da Fazenda, e depois ‘desinvesti-lo’.
4) Induzir o vice-presidente da articulação política a “pedir para” sair, e em seguida convidá-lo a voltar.
Acabou se reunindo às pressas com ele, Lula, o político q inventou sua candidatura só depois q seus 2 candidatos preferidíssimos ficaram inelegíveis. Um por ter sido cassado e depois preso. Outro por ter sido demitido do Ministério da Fazenda do governo Lula, por sua situação política ter ficado absolutamente insustentável.
Não dá pra se surpreender com a queda livre do real. Pobre real.
Bom feriado prolongado pra presidente q, segundo seu vice, “não aguenta mais 3 anos com popularidade tão baixa”. Toing
(Continua!)