O Pibão se revelou muito menor do que um Pibinho

O legado da presidente Dilma: o terceiro pior crescimento da história.
Procura-se o “Pibão” prometido por ela. Estava fazendo uma continha. Nos primeiros quatro anos do governo, o PIB cresceu 2,18%, em média. Já seria a quarta pior média da história, posição até aqui ocupada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (média de 8 anos dele foi só um pouco melhor do que essa).
Segundo o boletim Focus do Banco Central desta primeira semana de setembro, o PIB vai mesmo encolher dois anos seguidos (o que não acontecia há 85 anos). Trabalha-se com uma recessão de 2,44% este ano, e de 0,5% no ano que vem. E nesse caso, a média do crescimento do agora Pibinho nos seis primeiros anos de mandato da presidente Dilma cai para 0,9%.
Só os governos do Marechal Floriano Peixoto e de Fernando Collor deixaram números piores. Os dois entregaram ao sucessor um país menor do que receberam. Esperemos que o legado da presidente Dilma não seja tão ruim. Mas já estamos entre os últimos da fila dos países batizados de ‘emergentes’. E crescimento médio de 0,9% é muito aquém do necessário para voltarmos à rota do crescimento sustentável sem inflação. Ou de resgatarmos uma moeda minimamente estável.

Estados de SP, MG e SC são pagadores duvidosos

Estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina também são rebaixados pela agência de risco Standard & Poor’s. Dois dias depois de dar aquela paulada no Brasil, que o mundo tinha em alta consideração desde 2008, a mesma agência divulgou revisões de alguns governos locais. Os títulos do Estado do Rio de Janeiro, que não desfrutavam do grau de investimento, isto é, que já vinham sendo considerados papéis de risco (ou especulativos), desceram mais um grau na escala conhecida como “junk” (lixo). Em compensação, a cidade do Rio de Janeiro – parabéns! – mantém sua soberania. Não dá pra festejar muito, porque estão todos abertamente correndo riscos d rebaixamento, inclusive a cidade do Rio. Mas conseguir manter uma “nota” melhor do q a do Tesouro Nacional, nem q seja por pouco tempo, é um feito, sim.
Caímos mesmo no balde dos títulos q só devem ser assumidos por investidores q podem se dar ao luxo de perder dinheiro. Para bom, e também para mau entendendor, ficou pra lá d claro.

Batata, tomate, cebola e feijão mais baratos

Olhaí uma boa notícia. A inflação oficial dee agosto é a menor, para o mês, em 5 anos. O IPCA caiu de 0,62% em julho para 0,22% em agosto. Aproveite para comprar batata, tomate, cebola, cenoura e até feijão, todos com preços menores, na média, do que em julho.
E um aviso, q cairia como uma luva numa série intitulada “isto é incrível!”: dá pra acreditar que, num mês em que a inflação média deu 0,22%, os serviços bancários subiram 12 (doze) vezes mais, ou 2,65%?
Sim, até poderia ser o aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. O imposto sobe de 15% para 20% em nome do ajuste fiscal. Mas entrou em vigor no dia primeiro de setembro. Justifica “inflação de serviços” em agosto? Não, né?
Outro detalhe que procurei verificar. Será que saiu algum aumento salarial no setor?
As negociações anuais dos bancários já começaram. Eles pedem 16% de aumento. Mas: a data-base deles não é agosto. É setembro!
Alguém pode explicar por que os serviços bancários pressionaram o IPCA de agosto, segundo os dados oficiais do próprio IBGE?
Está lá o aumento, não restam dúvidas:
http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2981

Afronta à inteligência do povo

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chega da Turquia, e vem c/ essa: imposto de renda da pessoa física no Brasil é menor do q em outros países.
En-can-ta-da.
Agradecidíssima pela informação tão útil.
Quem tem PHD por Chicago é ele, não eu.
Ora bolas, e ele sabe muito bem o que é carga tributária. A que inclui impostos diretos e indiretos que todos pagamos, pobres e ricos, pessoas e empresas.
Pois essa carga tributária, prezado ministro, é das + altas do mundo, sim. Principalmente quando cotejada aos serviços prestados pelo governo com o dinheiro q arrecada.
Há abundantes estudos sobre isso.
Só nas estradas federais, e só no feriado de 7 de setembro, morreram 92 pessoas pagadoras de impostos. Que viajavam por estradas indecentes e assassinas.
Em 2010, essa carga tributária estava em já altos 33,2% do PIB. No ano seguinte, como se sabe, a presidente Dilma tomou posse. E em 2014, último ano de seu primeiro mandato, esse percentual foi a incríveis 36,3% do PIB.
No país onde as barragens do Nordeste, que em 2012 estavam com 59% de sua capacidade, estão hoje com 25%. Saiu no Globo de ontem : Clique aqui para ver!
Claro que no caso das estradas, dirá algum especialista oficioso, a culpa é dos motoristas imprudentes. Claro que no caso da falta de água, dirá outro, a culpa é da seca.
Não é não!
O governo investiu decentemente o dinheiro dos impostos na sofrível infraestrutura nacional?
Não, né, ministro?
Alegar que se paga pouco imposto é uma afronta à inteligência do contribuinte.
Tenha dó. Tenha paciência.


 

Brasil tenta consertar daqui, China dali. Resultado?

É tudo na pior hora. A presidente tenta consertar as contas da União, que já não vinham bem, e foram depredadas no ano passado, de eleição. E manda pela primeira vez ao Congresso um discutível orçamento para 2016 que não fica em pé. Discutível e inédito. Em seguida, para tentar tapar o rombo (déficit), começam a pipocar aumentos de impostos. Eletrônicos (computadores, celulares, roteadores), bebidas e sabe-se lá o que mais vão inventar.
Tudo num momento em que a China causa um vendaval mundo afora, adotando a maior desvalorização da moeda em mais de 20 anos (foi na primeira quinzena de agosto), e lançando mão de vários recursos para reverter o estouro da bolha nas bolsas locais. A mesma China que registrou a maior desaceleração no consumo interno e na demanda por exportações em 3 anos. Espalhou-se o pânico nos mercados internacionais. A bolsas americanas viveram o pior agosto em 7 anos e o Canadá anunciou oficialmente hoje que entrou em recessão pela primeira vez também em 7 anos. Não há solução à vista para outro tanto de trapalhadas do governo chinês, que prendeu jornalista especializado e “deteve”, até o pouco que sabemos no Ocidente, vários chefões do mercado financeiro por lá.
Melhor parar por aqui.
Mas poderia a presidente ter escolhido pior hora para depredar as contas públicas, que depois teriam que ser remendadas a duras penas, com medidas ainda mais recessivas? Francamente, não dá pra entender a estratégia. Ou melhor, dá: vale tudo no seu, no meu, no nosso dinheirinho pra se eleger e ficar no poder outros quatro anos. Lamentável. Mais que lamentável.

Pior não fica. Sério, presidente?

Mais uma da presidente Dilma. Ela prometeu que situação não piora. Really?
Foi hoje de manhã. Transcrevo da Agência Brasil, que é do governo federal.
“As nossas medidas já começaram [a ser implementadas], não tem como estarmos pior no futuro, porque tomamos um conjunto de medidas”, avaliou. A presidenta voltou a criticar o que chamou de pessimismo em relação ao futuro da economia brasileira e disse que a insatisfação com o governo é “compreensível”, mas que a situação não pode ser resolvida imediatamente.

Vamos ver, presidente. O desemprego de 8,3% divulgado hoje pelo ibge (desemprego nacional), que equivale a 8,4 milhões de desempregados, não vai piorar? Tampouco a inflação, de 9,55% em 12 meses?

Quem não torce para que ela esteja certa, não é mesmo?